CULTURA MICOLÓGICA

Cultura de fungos

Pesquisa de micoses superficiais e cutâneas.

Amostras

Pele, pelo e unha.

Instruções aos pacientes

  • O paciente não estar e uso de antifúngicos de uso tópico ou oral no momento da coleta. Caso o paciente esteja fazendo uso, deve-se aguardar 15dias para a realização da coleta ou conforme orientação médica;
  • Não fazer uso de pomadas e cremes comuns um dia antes da coleta;
  • Retirar o esmalte da unha 72hs (3dias) antes da coleta;
  • Não ir a manicure e pedicure antes da coleta;
  • Para lesões de pele, não tomar banho no dia da coleta;
  • Não lavar o couro cabeludo ou região da barba no dia da coleta;
  • Lavar e secar os pés no dia da coleta e ir ao laboratório com calçado fechado.

Instruções de coleta

  • Coletar em placa de Petri estéril ou frasco estéril;
  • Pele:
    • Faça assepsia com álcool isopropílico a 70%
    • Com uma cureta dermatológica ou lâmina de microscopia, raspe vigorosamente na borda das lesões ativas, distribuídas pelo corpo;
    • Escolher sempre que possível s lesões mais recentes.
    • Caso o paciente apresente várias lesões, deve-se coletar material das lesões semelhantes 9mínimo três lesões;
  • Unha:
    • Faça assepsia com álcool isopropílico a 70%
    • Lesões subungueais: com o auxílio de uma cureta com a extremidade afiada, realizar um raspado na placa subungueal afetada, da borda da unha ate a região mais interna, coletando as escamas mais profundas. Deve-se procurar sempre retirar material da região de progressão e confluência do tecido são e do tecido doente;
    • Lesões supra-ungueais: raspar a placa esbranquiçada aderida a superfície da unha e colher o material em placa de Petri;
    • Em caso de paroníquia (inflamação na região da cutícula) colher as escamas da prega periungueal e, se possível, pressionar as bordas ungueais, colhendo o material purulento com o auxílio de swab, que deve ser colocado em solução salina estéril.
  • Pelo:
    • Nas regiões de alopecia (área de rarefação de pelo), os pelos tonsurados devem ser removidos de dentro do folículo piloso, por arrancamento com auxílio de uma pinça estéril;
    • Raspar também as áreas descamativas do couro cabeludo, nas bordas das lesões e colocar junto com os pelos na placa de Petri.

Armazenamento e transporte

Enviar as amostras em placas de Petri ou frascos estéreis, bem vedados e a temperatura ambiente em até 14 dias.

Prazo do resultado

O resultado está disponível em até 15dias após a chegada do material no laboratório.

Pesquisa de micoses subcutâneas e profundas.

Amostras

Biopsias de tecidos ou órgãos, liquor, líquidos estéreis, escarro, mucosas, orifícios naturais, lavado brônquico, aspirados de secreções, punções, esperma e urina.

Instrução aos pacientes

Escarro: Orientar o paciente da importância da coleta do escarro e não da saliva. As amostras de saliva são impróprias para análise bacteriológica, pois não representam o processo infeccioso. Colher somente uma amostra por dia, se possível o primeiro escarro da manhã, antes da ingestão de alimentos. Orientar o paciente para escovar os dentes, somente com água (não utilizar pasta dental) e enxaguar a boca várias vezes, inclusive com gargarejos. Respirar fundo, várias vezes e tossir profundamente, recolhendo a amostra em um frasco de boca larga. Se o material obtido for escasso, coletar a amostra depois de nebulização. Encaminhar imediatamente ao laboratório.

Urina: orientar o paciente a higienizar a região geniturinária externa com água e sabão neutro, colhe-se uma amostra de cerca de 20-30ml do jato intermediário (médio) da urina em frasco estéril.

Instruções de Coleta

Aspirados de secreções (feridas abscessos e exsudatos): O termo “secreção de ferida” não é apropriado como informação da origem do material coletado. O sítio anatômico específico, bem como as informações adicionais (material de ferida superficial ou profunda), são extremamente valiosos para o laboratório, auxiliando na interpretação dos resultados. As margens e superfície da lesão devem ser descontaminadas com solução de povidine iodine (PVPI) e soro fisiológico (metade/metade). Proceder à limpeza com solução fisiológica. Coletar o material purulento localizado na parte mais profunda da ferida, utilizando-se, de preferência, aspirado com seringa e agulha. Quando a punção com agulha não for possível, aspirar o material somente com seringa tipo insulina. Swabs (menos recomendados) serão utilizados quando os procedimentos acima citados não forem possíveis. A escarificação das bordas após antissepsia pode produzir material seroso que é adequado para cultura.

Mucosas, orifícios naturais e secreções diversas: utiliza-se swab estéril, colhendo-se no mínimo duas amostras de cada lesão encontrada (uma para o exame direto e outra para o cultivo). Casos particulares:

            Boca: se a lesão for vegetativa ou ulcerada, deve-se fazer uma biópsia ou raspagem com cureta dermatológica;

            Ânus: se a lesão for escamosa, deve-se coletar as escamas da periferia da lesão; em caso de lesão ulcerada deve ser feita curetagem;

            Vagina: coletam-se dois swabs da região do fundo de saco e da endocérvix.

OBS: Os outros materiais são coletados pelos médicos e enviados ao laboratório. Toda biópsia deve ser encaminhada em solução salina. Os frascos de acondicionamento devem ser estéreis.

Armazenamento e transporte

Os frascos devem ser bem vedados e embalados e embalados com saco plástico para envio. Os swabs devem ser acondicionados em solução salina.

Os swabs devem ser refrigerados entre 2 e 8°C e enviados no máximo em 24hs.

Liquor e outros líquidos estéreis: até 1 dia em temperatura ambiente, não refrigerar.

Escarro, aspirado traqueal e lavado brônquico: até dois dias refrigerados entre 2 e 8°C.

Esperma: enviar material in natura em frasco estéril refrigerado entre 2 e 8°C no prazo de 48hs.

Prazo do resultado

O resultado está disponível em até 30dias após a chegada do material no laboratório.

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